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A
 
A

Sigla de ampère, unidade usada para medir a intensidade de uma corrente elétrica.

 
AAC

Sigla de Advanced Audio Coding. Também conhecido como MPEG-2 Part 7 ou MPEG-4 Part 3, é um formato de áudio digital, que recorre a compressão com perda de dados. Ele oferece compressão mais eficiente do que outros formatos, como MP3, com qualidade semelhante àquela de um CD de áudio sem compressão.  Foi popularizado pela Apple Computer através de seus produtos iPod e QuickTime.

O AAC foi projetado como um codec de desempenho melhor em relação ao MP3, sendo promovido como seu sucessor para codificação de áudio em taxas de bits médias a altas. Algumas melhorias em relação ao MP3 são: taxas de amostragem de 8 kHz a 96 kHz (no MP3: 16 kHz a 48 kHz); até 48 canais; melhor manuseio de freqüências acima de 16 kHz. 

 
ABNT

Sigla da Associação Brasileira de Normas Técnicas, entidade do governo que estabelece regras e padrõs técnicos e de procedimentos. Trabalha em parceria com o INMETRO: a ABNT estabelece a norma (chamadas de NBR - Norma Brasileira) e o INMETRO fiscaliza.


 
Absorção acústica

Fenômeno físico que corresponde à dissipação da energia sonora (som) em outra forma de energia, geralmente calor. É medida em sabines, e 1sabin é a quantidade de absorção oferecida por uma área de um metro quadrado de espaço aberto (uma janela, por exemplo). Materiais porosos e/ou flexíveis (tecidos, espumas, etc) são em geral muito absorventes, enquanto materiais não porosos e/ou rígidos (metal, vidro, concreto, etc) em geral são pouco absorventes.



Cada material tem um índice (ou coeficiente) de absorção próprio, que varia de acordo com a frequência sonora. 

 
Absorvedor de Helmholtz

Tipo de absorvedor acústico sintonizado, construído para absorver determinadas faixas de frequências que estejam sobressaindo em um ambiente. Podem ser implementados usando blocos de madeira ou alvenaria, formando um bojo e um gargalo, com o interior revestido de material absorvedor. Muito utilizado em estúdios.

 
Absorvedor sintonizado

Tipo de absorvedor feito para eliminar ondas sonoras estacionárias (em geral, sons graves) existentes em um determinado local fechado (quarto, salão, auditório, etc). É construído especialmente para absorver uma determinada frequência ou faixa de frequências. O exemplo mais comum de absorvedores sintonizados são os bass-traps, também conhecidos como armadilha de graves.


 
Absorvidade

Relativo à quantidade de som que um material absorve. Mesmo que coeficiente de absorção.

 
AC Cord

Cabo de energia, cabo de força. É o cabo que conecta o equipamento elétrico à tomada de energia. Em alguns aparelhos, pode ser removido. Em outros não.


 
AC In

É a entrada do cabo de energia de um aparelho elétrico. Em alguns aparelhos elétricos, onde o cabo de energia pode ser removido, é o nome que se dá ao conector onde se encaixa o cabo, onde se pluga o AC Cord.


 
AC Power

Ref. Eletricidade. Abreviação do termo inglês "Alternating Current Power". Energia elétrica de corrente alternada.

 
AC, ACV

Sigla de Alternating Current ou ainda Alternating Current Voltage. É a voltagem de corrente alternada, tipo de energia elétrica disponibilizada pelas concessionárias em nossas residências.

 
AC-3

Algoritmo de compressão de dados de áudio digital utilizado em DVDs e  transmissão de HDTV. Desenvolvido pelos laboratórios. Dolby. Permite a gravação de até seis canais de áudio. Também conhecido por Dolby Digital 5.1. Muitos aparelhos de Home-Theaters são compatíveis com a tecnologia.


 
Acoustic Lens

Lentes acústicas. Dispositivo fabricado em alumínio ou plástico para a dispersão de altas freqüências. Normalmente colocado na frente das cornetas de médio e/ou tweeters.


 
Acústica (Acoustical, Acoustics)

Ciência que estuda a interação entre o som e o ambiente onde o mesmo é produzido ou reproduzido. A acústica se preocupa com os fenômenos físicos da propagação de ondas sonoras, tais como reflexão, absorção, difusão, reverberação. Uma "boa" acústica torna o som mais fácil de entender, já uma acústica "ruim" torna as coisas mais complicadas e difíceis. Em geral a preocupação com acústica deve vir desde o projeto de construção.

 
Acústico (acoustic)

Instrumento musical que produz som por si só, sem precisar estar ligado à energia elétrica ou a outro equipamento. Por exemplo: violões e outros instrumentos de corda, flauta e outros instrumentos de sopro, percussões em geral. Por outro lado, instrumentos elétricos precisam ser ligados à energia ou à outros equipamentos para poder funcionar. Daí o seu nome: guitarra elétrica, contrabaixo elétrico, etc.

 
ADAT

Abreviação de "Alesis Digital Audio Tape". Modelo do gravador multipistas digital da Alesis. Lançado no inicio de 1993, tornou-se quase um padrão, ao permitir gravar até 40 minutos em 8 trilhas de áudio em uma fita S120. É usado em estúdios profissionais. Grava em fitas de vídeo Super VHS (S-Vhs). Também é modular, podendo-se ligar vários aparelhos em conjunto de forma a se obter uma  quantidade maior de canais (8, 16, 24, 32, etc). Hoje está em desuso, porque os estúdios estão gravando diretamente em computador. A Alesis licenciou a tecnologia para outros fabricantes, sendo possível encontrar ADAT´s de outras marcas.


 
AES

Sigla da Audio Enginnering Society, Sociedade dos Engenheiros de Áudio. Congrega engenheiros e profissionais de áudio do mundo todo, em busca de troca de informações e estabelecimento de normas e padrões. Mais informações em www.aesbrasil.org.


 
AES/EBU

Série de padrões estabelecidos em 1985 para a transmissão de canais de áudio em equipamentos digitais, estabelecidos pela Audio Engineering Society (AES) e a European Broadcast Union (EBU). Permitem a transmissão de um sinal estéreo por um único cabo balanceado equipado com conector XLR, por até 100 metros, ou por um cabo de rede do tipo coaxial (o padrão das redes da época), com conector BNC. Atualmente já é possível usar cabos de par trançado com conectores RJ-45. É um padrão profissional, mas se assemelha em função ao S/PDIF, de uso doméstico.


 
AF, Audio Frequency

Termo usado para definir qualquer equipamento que trabalhe com frequências audíveis, aquelas dentro do espectro sonoro humano, de 20Hz a 20kHz (nota: alguns autores consideram os limites como 16Hz e 22kHz).


 
Agulha

Os antigos tocadores de disco de vinil eram equipados com uma agulha, que ao percorrer as trilhas do disco, transformavam as irregularidades encontradas em sinais elétricos e por consequência som.


 
Algoritmo (Algorithm)

Conjunto de procedimentos internos de um software, dedicados à execução de uma tarefa. É usado em geral para designar a qualidade da programação de um determinado equipamento digital, tais como compressores, processadores de efeitos, etc.

 
Aliasing

Efeito (indesejado, por sinal) pelo qual, em um processo de conversão de um sinal analógico para digital, as frequências presentes originalmente que superam a frequência de amostragem reaparecem como distorção não harmônica no som.

Por exemplo, em uma gravação feita com taxa de amostragem de 44,1kHz (qualidade de CD), a maior frequência aproveitável é de 22,05kHz. Se um sinal maior que 22,05kHz for inserido no conversor A/D, será interpretado e digitalizado erradamente. Quando o sinal for reconvertido para analógico, esse sinal não voltará a ser maior que 22,05kHz (acima da faixa audível), mas sim será convertido como um sinal indesejado dentro da faixa audível.

Para evitar o surgimento de frequências de aliasing, existe filtros anti-aliasing nas entradas dos conversores A/D, que bloqueiam todos os sinais que estejam acima da frequência máxima de gravação. 

 
Alinhamento

Termo que se refere aos ajuste que fazemos nas caixas de PA, ajustes esses que podem ser de posicionameto, equalização, delay e tantos quanto necessário para que o som chegue da maneira mais uniforme possível a todo o público.

 
Alta Fidelidade (High Fidelity - HiFi)
Equipamentos capazes de reproduzir o áudio com a maior fidelidade possível, empregando os melhores projetos e componentes, sem compromissos com o custo. Também conhecidos como equipamentos High-End. São os preferidos dos audiófilos. O termo está geralmente associado a som doméstico, e não sonorização profissional, pois esta pressupõe que todos os equipamentos sejam de alta fidelidade.
 
Alta frequência

Relativo ao espectro sonoro, um som de alta frequência corresponde a um som agudo. O termo é usado como sinônimo de agudo.

 
Altas

Termo usado como sinônimo de altas frequências, agudos. Exemplo: "muitos crossovers são de 4 bandas: baixas, médias-baixas, médias-altas e altas".

 
Alto-falante ou Altifalante ou Sonofletor (Speakers ou Loudspeakers)

É um dispositivo transdutor que converte um sinal elétrico em ondas sonoras. São dividos em faixas de freqüência de trabalho: tweeter (agudos), mid-range ou driver (médios) e woofer (graves). No alto-falante ocorre a transformação inversa àquela do microfone: a corrente elétrica é transformada em vibrações mecânicas do ar, reconstituindo o som inicial.

Apesar de existirem alguns tipos com construção diferente (por exemplo, piezoelétricos), a maioria dos alto-falantes são do tipo dinâmico. Nesses, há uma bobina, um diafragma (um cone circular ou elíptico, geralmente de papelão por ter peso menor, ou polipropileno), um imã permanente (ou um eletroímã) e uma suspensão chamada "aranha". O diafragma fica preso na carcaça de metal por meio de um sistema de suspensão de borracha ou espuma localizado ao redor de sua borda externa.

Na parte central do cone, fica a bobina, posicionada entre os pólos de um imã permanente e em suspensão pela "aranha", um disco de tecido ondulado grosso coberto com resina que facilita a movimentação da mesma. Liga-se o enrolamento da bobina aos fios de saída do amplificador. No momento que surgir corrente elétrica nestes fios a bobina irá se movimentar de acordo com a corrente, "interagindo" com o campo magnético criado pelo imã permanente (ou eletroimã). A movimentação da bobina irá também movimentar o diafragma (o cone de papelão), que irá criar turbulência ritmada no ar, ou seja, ondas sonoras. Pode-se então afirmar que o som produzido pelo alto-falante nada mais é do que a turbulência ritmada no ar provocada pela vibração do diafragma.

 


 
Alto-falantes Coaxiais, Triaxiais, Quadriaxiais, Pentaxiais

Os woofers (alto-falantes de graves) tem o desenho de um cone. Como os tweeters são muito menores que os woofers, projetou-se um tipo de alto-falante em que o tweeter é instalado por cima do woofer, aproveitando-se do espaço entre o fundo do cone a sua borda. Surgiu assim os alto-falantes coaxiais, muito utilizados em sonorização automotiva, por ocuparem um espaço menor. Usados muito raramente em sonorização ao vivo (PA), mas existem alguns modelos assim fabricados principalmente para caixas monitoras de tamanho reduzido. Depois dos coaxiais, surgiram os triaixias, com um tweeter e um mid-range instalados por cima do woofer. Existem até modelos pentaaxiais!



 


Falante coaxial profissional da Oversound. Note a existência dos dois ímãs, um para o woofer, outro para o driver.

 
Altura

Relativo à frequência de um som, entre 20Hz e 20.000Hz. Quanto maior à frequência, mais alto é o som. Os agudos são chamados de "altas frequências" por causa disso.

Muitos erroneamente associam altura com volume de som, quando na verdade o volume é a intensidade do som, sua amplitude.

 
AM (Amplitude Modulation)
Abreviação de Amplitude Modulada. Tipo de transmissão que utiliza o princípio da variação de amplitude de uma portadora de R.F., de acordo com o sinal de áudio do programa a ser transmitido. A radiodifusão em AM, pode ser transmitida em faixas de ondas médias (MW) ou de ondas curtas (SW). A resposta em freqüência de áudio é limitada, indo de 40Hz a aproximadamente 5kHz; geralmente as transmissões são monofônicas, embora também haja uma padrão técnico para estereofonia.
 
Ambiência

Sensação acústica de espaço. Qualidade acústica de um local de audição. "Atmosfera" criada por um determinado ambiente. É a percepção do som produzido com as interações com a acústica local. É possível, através de processadores de efeitos, simular o comportamento de um som em um determinado ambiente, como reverberação, eco, etc.

 
Amostragem (Sampling)

Processo de digitalização de um som, em que um conversor A/D (analógico para digital) codifica o sinal sonoro em números binários (0,1), que são a base do sistema digital. A qualidade do som digitalizado dependerá das características adotadas na conversão, como a resolução (8, 16, 24bits ou mais) e taxa de amostragem (22,05kHz, 44,1kHz, 48kHz, etc). Quanto maior a resolução e/ou a taxa de amostragem, melhor será o resultado, mas também maior será o arquivo resultante.

 
Amp

Diminutivo de amplificador.

 
Amperagem

Diz-se amperagem da máxima capacidade de intensidade de corrente elétrica que um dispositivo suporta, sem sofrer danos. Todo equipamento que conduz corrente elétrica tem uma capacidade de amperagem: os fios e cabos, os disjuntores, os fusíveis, os conectores, soquetes de lâmpadas, etc. Se excedermos esse limite, em geral a proteção isoladora (plástico, borracha) derrete, podendo causar curto-circuito e risco de incêndio.


 
Ampère

Unidade de medida de intensidade de uma corrente elétrica. 1 ampère (1A) corresponde à corrente produzida por uma tensão de 1 volt sobre uma resistência de 1 ohm. É comum encontrar também o miliAmpèr (mA), correspondente à 1/1000 ampère.  Os fusíveis dos equipamentos elétricos são sempre medidos em ampères (por exemplo: 1A, 10A, 15A, 200mA, 150mA).

 
Amplificação

É o processo de aumento da magnitude de um sinal elétrico, sem contudo alterar suas características de freqüência e perfil de forma de onda.

 
Amplificador (Amplifier)

Um amplificador pode ser considerado como qualquer dispositivo que consegue manipular um pequeno sinal elétrico e com ele produzir um sinal bem maior (maior amplitude), mas mantendo as outras características originais da onda. Para produzir esse aumento no sinal, o equipamento "gasta" energia elétrica. Existem diversos métodos se de fazer isso, alguns mais eficientes que outros, alguns adequados para sinais de áudio ou não. Isso dá origem às diversas classes de amplificadores.

 
Amplificador Analógico

Amplificador que utiliza circuitos lineares. Em um amplificador analógico, o sinal de saída é análogo (idêntico) ao sinal de entrada, apenas teve sua amplitude alterada.

 
Amplificador Classe A

Em tese, a mais linear de todas as classes de amplificação análoga. Os dispositivos ativos de saída (válvulas ou transistores) são polarizados de um  modo que a corrente quiescente seja igual a 50 % ou até mais (em aplicações de alta fidelidade) da corrente de pico prevista para circular sobre a carga. Desta forma os dispositivos conduzem corrente (consomem energia elétrica) durante todo o ciclo do sinal e jamais atingem o ponto de corte. Produz excelente linearidade e baixíssimos níveis de distorção, mas tem a enorme desvantagem de ter baixíssima eficiência elétrica. Rendimento teórico entre 20 e 25%.

Dada sua desvantagem, é um tipo raro de amplificador, mais usado em sistemas de baixas potências. Alguns amplificadores de guitarras são construídos com essa tecnologia.

 
Amplificador Classe AB

Devido ao baixo rendimento da classe "A" os pesquisadores experimentaram reduzir  a polarização nos dispositivos de saída (válvulas ou transistores) e polariza-los em um ponto intermediário qualquer entre a classe A e a classe B. Um amplificador assim polarizado funciona em classe A para sinais de pequena magnitude e em classe B para sinais elevados. Exige o uso de pares de dispositivos e apresenta um rendimento teórico de 66%. Apresenta muito boa linearidade e baixíssimos níveis de distorção. A classe AB é a classe mais utilizada dentre todas as outras classes para amplificadores de áudio.


 
Amplificador Classe AB+B

É constituído por dois pares de transistores de potência no estágio final do amplificador. O primeiro par opera em classe AB a fim de reduzir as distorções por crossover. O segundo par opera em classe B, sendo este escravo do primeiro. A combinação das classes AB e B produz amplificadores muito eficientes.

 
Amplificador Classe AS

É um amplificador classe S operando em uma região extremamente linear, como se fosse classe A. Em repouso os dispositivos de saída são comutados à uma relação cíclica de exatamente 50%. O sinal de áudio presente na entrada do amplificador é modulado em PWM. Eficiência típica de 90%. Também conhecido por:  classe D.

 
Amplificador Classe B

Nesta classe, quando em repouso, os dispositivos de saída (transistores ou válvulas), são polarizados no limiar do ponto de corte e jamais conduzem simultaneamente, ou seja, quando um dispositivo está conduzindo o outro apresenta-se em corte. Praticamente não há qualquer  corrente circulando através dos mesmos. Consequentemente também não há dissipação de calor quando em repouso. Nesta classe o próprio sinal de áudio é responsável pela condução dos dispositivos de potência, isso aumenta o rendimento para aproximadamente 70%-80%. Devido ao fato de ser utilizada toda a curva de corrente dos dispositivos (os extremos da curva são altamente não lineares), a classe "B" não possui linearidade em baixas potências e o aparecimento de distorções é inevitável, mas para sinais de grande amplitude essa distorção é muito pequena quando comparada com a amplitude do sinal, tornando a distorção menos perceptível. Por causa de suas características, a classe B "pura" não é adequada para amplificadores de áudio. Não existem amplificadores desse tipo no mercado.

 
Amplificador Classe D

Classe "genérica" que engloba todas as classes de amplificação em que os dispositivos de saída não operam de forma linear, mas sim como chaves comutadoras. Neste tipo de amplificador a dissipação de calor é mínima e consequentemente sua eficiência é alta, teoricamente de 100%, mas na prática dificilmente ultrapassa a marca dos 95%. Existem diversos tipos de amplificadores classe D e muitos  modos de modulação, sendo que o mais conhecido é o tipo PWM.


 
Amplificador Classe F

É uma forma de amplificador de potência sintonizado, também conhecido como:  Amplificador biharmônico, poliharmônico, Classe "D" de terminação única, ou ainda, Classe DC. Do mesmo modo que na classe E, o amplificador é carregado por um circuito ressonante sintonizado, mas além da freqüência fundamental o mesmo também é projetado para ressonar em uma ou mais harmônicas. Não é utilizada em áudio.

 
Amplificador Classe G

Desenvolvida por Tohru Sampei da Hitachi Company of Japan em 1976, essa classe foi originalmente comercializada com o nome de dynaharmony. É um amplificador tradicional  classe AB no qual foi adicionado um par suplementar de transistores. Os dispositivos de saída são alimentados por uma tensão relativamente baixa. Quando baixas potências são solicitadas, estes transistores são os responsáveis pela amplificação do sinal. A partir de um determinado limite, ou quando o amplificador está próximo da saturação, entra em ação o segundo par de transistores, os quais são alimentados por uma  fonte de alimentação suplementar. Rendimento médio de aproximadamente 70% (máximo teórico de 86 %).

 
Amplificador Classe H

Na amplificação classe "H", um amplificador linear, classe "A" ou "AB", tem  a sua tensão de alimentação mantida em um valor relativamente baixo, para pequenos ou médios níveis de sinal. Com o objetivo de não gerar grande dissipação de potência. Na presença de níveis mais altos de sinal de entrada, a tensão sobre os dispositivos de saída é comutada por um conjunto de chaves eletrônicas, para um valor mais elevado, apenas durante o tempo necessário. Amplificadores classe "H" podem ser projetados com um ou  mais níveis de comutação, com suas respectivas chaves e tensões correspondentes. Em geral são bons para graves, mas não recomendados para agudos, pois os estágios de comutação podem não trabalhar na frequência exigida por eles. Eficiência média de aproximadamente 80%.


 
Amplificador Classe S

Desenvolvida em 1932, a classe S emprega a técnica PWM em conjunto com um filtro passa baixas. Em síntese é um amplificador classe D, em geral de alta eficiência.

 
Amplificador Classe Super-A

Classe de amplificação desenvolvida pela JVC e apresentada na reunião da AES em 1978. A classe Super-A é um sistema de polarização dinâmica que impede os transistores de entrarem na região de corte, evitando assim o chaveamento e seus respectivos efeitos. No Brasil, a Gradiente, então parceira da JVC, chegou a lançar alguns modelos de amplificadores classe Super-A.


 
Amplificador de Áudio

Nome genérico para definir qualquer amplificador que consegue manipular sinais de áudio.

 
Amplificador de Potência

Termo usado para definir os amplfiicadores de grande potência, utilizados em sonorização profissional.


 
Amplificador de Referência

Amplificador especialmente construído para estúdios, com características especiais como resposta de frequência extremamente linear e baixíssimos níveis de distorção, de forma não produzir nenhum tipo de alteração no som original.

 
Amplificador Digital

Amplificador que faz uso de técnicas digitais em seus circuitos de áudio. Em um amplificador digital, o sinal analógico é convertido em uma seqüência numérica antes de ser amplificado. Geralmente as informações digitais são convertidas novamente para analógicas e somente então estão disponíveis para excitar adequadamente um alto-falante.

 
Amplificador Integrado

Nas décadas de 1970 e 1980, quando a miniaturização de componentes era rara, amplificadores integrados correspondiam ao amplificador de potência com o pré-amplificador junto (integrados), mais voltados para o mercado doméstico que para o mercado profissional. Em geral, possuem controles de graves e agudos, e seletores de entrada de sinal.

 
Amplificador Multiuso

Termo pelo qual ficaram conhecidos no Brasil os equipamentos de sonorização que englobam em só gabinete um mixer de um ou mais canais, o amplificador e até mesmo a caixa acústica. Em geral, é voltado para o mercado amador, para a realização de pequenos eventos, não para sonorização profissional.


 
Amplitude

A amplitude de uma onda sonora nos dá a intensidade de som, o volume que escutamos. Quanto mais amplitude, maior será o deslocamento de ar produzido pelas ondas sonoras, e nossos ouvidos perceberão o som com maior intensidade. Corresponde ao eixo vertical em um gráfico de uma onda senoidal. Note que a onda sonora tem amplitudes acima (positivos) e abaixo (negativos) da linha zero (eixo horizontal), mas nossos ouvidos entendem tudo como uma coisa só, isto é, som.



Note: há variação do dobro de intensidade (de 1 para 2, de -1 para -2), mas a frequência permanece sempre a mesa

 
Ampop

Referente à Eletrônica. São amplificadores operacionais, utilizados em um circuito eletrônico para elevar um sinal elétrico a níveis operacionais para outras partes dos circuitos. Os pré-amplificadores de microfones, em uma mesa de som, são exemplos de ampops.

 
Analisador de Espectro (Spectrum Anayser)

Equipamento utilizado para monitorar a resposta de frequência de um sistema de sonorização, em tempo real, mostrando os diferentes grupos de frequência em forma de gráfico de barras. São utilizados em áudio profissional para acertar a equalização da sonorização em um ambiente. No Analisador, vê-se as frequências que estão "faltando" ou "sobrando" em um ambiente e daí ajusta-se o equalizador ou até mesmo a acústica do local.


 
Analisador RTA (Real Time Analyser)

Mesmo que Analisador de Espectro.

 
Analógico (Analog)
1. Sinal de áudio que corresponde a ondas senoidais contínuas. 2. Componente que trabalha com um sinal que é uma réplica do original (senoidal). A maioria dos equipamentos de áudio profissional são analógicos, mas está havendo uma penetração cada vez maior dos equipamentos digitais, que convertem os sinais elétricos em bits. As mesas digitais tem cada vez mais adeptos, assim como alguns periféricos.
 
Anecóico

O que não apresenta eco. Diz-se do lugar que não apresenta reflexões de som. Veja Câmara Anecóica.

 
ANRS

Sigla de Automatic Noise Reduction System - sistema automático de redução de ruídos, foi desenvolvido pela JVC no início da década de 1970. Similar o Dolby-B NR, este também é um sistema utilizado para diminuir os chiados em gravações. Os sinais de baixo nível são comprimidos durante a gravação e expandidos na mesma proporção ao serem reproduzidos, de forma a reduzir o ruído sem alterar o balanço tonal do programa. Durante o processo, o chiado (hiss) inerente à fita de gravação na região dos 5 kHz é reduzido em aproximadamente 10 dB. É um sistema complementar, isto é, precisa ser utilizado durante a gravação e reprodução do material. 

 
ANSI
Abreviação de "American National Standards Institute". Instituição americana de normas técnicas. É equivalente a ABNT brasileira.
 
Aquário

Nome genérico de dispositivos usados para controle do som de baterias acústicas. Em geral, é formado por placas de acrílico transparente (daí o nome) com revestimento absorvedor internamente, de forma a reduzir/controlar o volume total de som produzido pelo instrumento.



Também pode definir o local, em um estúdio, onde ficam os músicos. O nome, nesse caso, vem das janelas acusticamente isoladas que separam os músicos da sala técnica, onde ficam os equipamentos de gravação. Em alguns estúdios, há vários aquários, sendo que os músicos ficam em um, baterista em outro, cantores em outro, etc.

 
Aranha (shock-mount)

Suporte para microfone utilizado em estúdios, equipado com material amortecedor, de forma a impedir que vibrações indesejadas (podem causar ruídos) cheguem ao microfone. O microfone é preso na aranha, e esta é presa no pedestal ou suporte.


 
Armadilha de graves

Tipo de absorvedor acústico sintonizado, construído especialmente para absorver sons graves. Mais conhecido no Brasil como "bass-traps".

 
Array
Conjunto de duas ou mais caixas acústicas, dispostas de maneira a produzir o som como uma única.
 
Ataque (Attack)

O primeiro dos componentes da dinâmica de um som. É um dos componentes do envelope sonoro de um instrumento musical. É o tempo (attack time) que leva para o som de um instrumento partir de um determinado valor inicial (em geral, zero) até atingir seu ponto máximo (attack level).



Pratos de bateria e outros instrumentos de percussão em geral tem tempo de ataque muito rápido, enquanto instrumentos de cordas normalmente tem tempos de ataque mais suaves.

 
Atenuação

Redução do nível de um sinal de áudio. Essa redução pode ser tanto na amplitude (volume) de um som causada por absorvedores acústicos, como também redução do sinal elétrico através de controles como os faders de volume.

 
Atenuar
Diminuir o nível de um sinal de áudio. Exemplo: atenuar os graves = diminuir os graves
 
Aterramento

Ligação com a terra, com o chão. Em aparelhos elétricos que possuem carcaças metálicas, condutoras de eletricidade, por norma de segurança esses equipamentos devem possuir ligação, através de fio terra, com o aterramento de uma instalação elétrica. Assim, no caso de uma fase (um fio positivo) se soltar e encostar na carcaça metálica, essa energia será direcionada para o chão, e não para alguém que toque no aparelho. Assim, o aterramento tem função primordial de segurança.

A segunda função do aterramento é servir de referência de potencial zero (voltagem = 0) para um circuito elétrico. Muitos aparelhos funcionam melhor quando ligados com fio terra, pois suas fontes de alimentação usam esse referencial como parâmetro para fazer seu trabalho. A falta de aterramento pode se traduzir em superaquecimento, desempenho insuficiente, entre outros problemas.



Em sistemas balanceados de transmissão de sinal, é comum chamarmos a blindagem do sinal, feita pela malha do cabo, de aterramento. Neste caso, o aterramento é do sinal de áudio, e não tem nada a ver com o aterramento elétrico.

 
Ativo

Dispositivo que necessita de energia elétrica para funcionar, e com isso é capaz de fornecer ganho de potência ou de tensão a um sinal.

Em geral, o termo é utilizado em contraponto à dispositivos que não precisam de energia elétrica para funcionar. Por exemplo:

Caixa acústica passiva - precisa ser ligada a um amplificador. Já a caixa acústica ativa tem amplificador próprio incorporado

Captadores passivos equipam a maioria das guitarras e contrabaixos. Mas há alguns que possuem captadores ativos, em geral alimentados por pilhas ou baterias de 9V.

Divisor de frequências passivo - recebe o sinal do amplificador e divide-o para os diversos alto-falantes de uma caixa acústica. Por outro lado, o divisor de frequências ativo (mais comum ser chamado de crossover) é um equipamento que precisa de eletricidade, e funciona antes dos amplificadores.

 
ATRAC

Sigla de Adaptative Transform Acoustic Code - técnica de compressão do sinal digital de áudio, com perdas. Desenvolvido pela Sony para que se possa regstrar num MD (minidisc) todo o conteúdo de um CD. O MD tem uma menor capacidade de armazenamento, daí a necessidade de compressão de dados. Trabalha com bitrates de 292 kb/s (stereo) e 146 kb/s (mono). Apenas são gravados os componentes do som que são percebidos pelo sistema auditivo humano, o que permite que um disco com 64 mm de diâmetro guarde 80 minutos de áudio em estéreo, com boa fidelidade (para comparação, um CD tem 120mm de diâmetro e guarda 74 minutos).

Uma versão aperfeiçada, o ATRAC3, consegue atingir perto do dobro da redução de dados obtida pelo formato ATRAC original com a qualidade similar ao MP3, o que o torna indicado para utilização na Internet. Outra versão, o ATRAC3plus (utilizada no HiMD), analisa períodos mais longos de sinais de áudio, de forma a obter informação com maior precisão e usa um algoritmo que permite a melhor alocação de dados para uma gama mais ampla de sinais. Como resultado, consegue-se um nível de compressão ainda mais elevado, da ordem de 1/20 da fonte de sinal original, permitindo o aparecimento de gravadores baseados em RAM (chips de memória). A mais recente atualização, o ATRAC Advanced Lossless, proporciona redução para aproximadamente metade do tamanho original da fonte (algo entre 30 e 80%, a depender do conteúdo) sem perda de qualidade.

 
Audição (Audition)

Ato de ouvir, escutar os sons. Termo usado em escolas de música e canto para designar as apresentações individuais dos alunos para os professores ou pequeno público.

 
Áudio

Som. Fenômenos físicos (vibrações) que ocorrem dentro do espectro audível, de 20Hz a 20kHz. Ciência que estuda a captação, processamento, armazenamento e reprodução de sinais sonoros.

 
Audio Signal
Sinal de áudio. Sinais de áudio são divididos em três níveis distintos: 1. Nível de sinal de Microfone (-40dBu ou menos); 2. Nível de sinal de Instrumento (-20dBu a -10dBu); 3. Nível de sinal de Linha (-10dBu a +30dBu)
 
Audio Tape

Qualquer fita magnética própria para gravação de sinais de áudio. Exemplos: Fita cassette, Fita de uma polegada, Adat e etc .


 
Audiófilo

Áudio = som, filos = amigo. Amigo do som. Pessoa que gosta muito de áudio e música, e assim procura ter os melhores equipamentos, todos Hi-Fi (de alta fidelidade).

 
Audiometria

Exame médico feito por fonoaudiologistas, com o auxílio do audiômetro, tem por objetivo medir a capacidade auditiva de um indivíduo.


 
Audiômetro

Instrumento médico que avalia a capacidade de audição de um individuo, usado nos exames de Audiometria.


 
Auto

Abreviação de função automática. Vários equipamentos tem opções de controles manuais ou automáticos (Auto), quando o próprio aparelho analisa o sinal e escolhe a melhor opção de ajuste. Compressores, por exemplo, podem ter seus ajustes de temporização definidos pelo usuário ou por uma função automática. Muitos equalizadores digitais também permitem fazer AutoEq (equalização automática).

 
Auto By-Pass

Função "By pass" automática. Esse recurso permite que em caso de falta de energia elétrica os aparelhos sejam colocados em "By pass" através de relês, ou seja, o sinal de áudio passa direto pelo circuito do aparelho sem alteração.

 
Auto Eq

Função de ajuste automático de equalização, disponível em alguns equalizadores digitais. Esses aparelhos, através do uso de microfones de medição e ruído rosa, analisam as frequências que estão "faltando" e "sobrando" em um determinado ambiente e conseguem determinar a melhor curva de equalização possível para o local.

 
Automação (Automation)

Recurso comum em mesas digitais e programas para computador de áudio. Registra todos os movimentos e alterações feitas e os repete posteriormente.

 
AUX IN
Entrada Auxiliar. Entrada comum em mesas de som onde normalmente são ligados Tape deck, CD Player e sinais de áudio de telões. Dispositivo muito comum também em equipamentos domésticos.
 
AUX OUT
Saída Auxiliar. Em mesas de som serve para conectar efeitos digitais, saídas para gravação ou enviar sinal de monitor para o retorno.
 
Auxiliar

Em mesas de som, é a designação dada a linhas de sinal de áudio que podem ser utilizadas para se enviar uma cópia do sinal dos canais para fora da mesa, em geral para monitoria ou para processamento externo. Em geral, encontramos em uma mesa dois tipos de auxiliares, os auxiliares pré-fader e os auxiliares pós-fader.

Os auxiliares pré-fader tem a cópia do sinal retirada antes do fader de volume do canal, e assim pode atuar completamente independente do volume principal. Por causa disso, é indicado para uso em retorno de músicos (monitoria).

Os auxiliares pós-fader tem a cópia do sinal retirada depois do fader de volume do canal, e dele é dependente. Indicado para o uso com módulos de processamento (efeitos, por exemplo).

 
AV, A/V

Relativo a "áudio e vídeo", audiovisual. Nome dado a conectores de entrada de sinal de áudio e vídeo em aparelhos domésticos, como televisores, DVDs Players, etc.

 
AWG

Abreviação de "American Wire Gage". Padrão americano de especificações de bitola cabos condutores de eletricidade, com base no sistema métrico americano (polegadas). Quanto menor o número AWG, maior é a bitola do cabo. Por exemplo, AWG 10 representa um cabo de 5,2 mm² de bitola, enquanto AWG 20 corresponde a uma bitola de 0,5 mm². Aproximadamente a cada dez números se multiplica ou divide a bitola por 10, e a cada três números se multiplica ou divide a bitola por 2. No Brasil, até a década de 1990 essa norma era comum, quando então o INMETRO obrigou os fabricantes a expressarem a bitola do cabo em milímetros quadrados (mm²).


 
Axial

Relativo ao eixo, ao centro. É um termo utilizado em cabos e alto-falantes, quando temos 2 peças compartilhando o mesmo centro (coaxial) ou mais (triaxial, pentaaxial, etc).


 
Azimute (Azimuth)

Ângulo entre o eixo vertical da cabeça magnética (gravadora ou reprodutora) e a fita magnética K-7 em um Tape-Deck. O correto ajuste de Azimute é importante para uma boa resposta em freqüências elevadas.

 
 
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